Chama o VAR!

O audiovisual deixou de ser apenas um recurso de comunicação para se tornar uma capacidade estratégica em organizações cuja atividade principal não é a produção audiovisual.

POSICIONAMENTO E MERCADO*ESTRATÉGIA E GOVERNANÇA

Jotass

8/19/20264 min ler

Sustentar uma marca como a nossa pode ser interpretado de diversas formas. Dentre elas, que falamos apenas de “vídeo”, e já nascemos ultrapassados. Em outro artigo aqui em nosso HUB de Conhecimento CQV, expliquei a origem de nosso nome (você pode ler aqui). Logicamente não falamos apenas de vídeos por aqui, traduzimos o universo audiovisual em diversos níveis.

Em síntese, abordamos com o humor criado por Noel Rosa no célebre samba “Com que roupa” um “dilema” do mundo moderno para as corporações: saber que precisa produzir conteúdo audiovisual, entender que é simples... e descobrir que não é bem por aí. E arcar com o revés dessa descoberta tardia. Para comprovar isso, chamamos o VAR (aquele mesmo que tira as dúvidas de arbitragem no futebol), e ele veio em forma de dados estatísticos.

Crédito: reprodução internet

Gif animado de cena da série: 'How to Get Away with Murder".

A pesquisa State of Video at Work 2025 da plataforma Vimeo¹, agrega números aos nossos argumentos, e, portanto, os fortalece. Traça um importante panorama, com clareza estatística abastecida por mais de 1000 líderes de organizações empresariais de médio e grande porte de seis países diferentes. Une representantes de segmentos como saúde, tecnologia, serviços financeiros, varejo, seguros e software (apresentamos um artigo sobre a pesquisa aqui). Nesta amostra constam tomadores de decisão em setores como TI, RH, Comunicação interna, Marketing e Aprendizagem & Desenvolvimento (L&D). E o mais relevante para nós da CQV:

Corporações que não tem a comunicação como core business (negócio principal).

Pois bem, os números impressionam, sim. Mas as análises mais ainda. A pesquisa aponta que o vídeo já é uma realidade. Bingo! Isso todo mundo sabe, não é? Por aqui sempre repetimos: cuidado com generalizações, “todo mundo é muito gente”, é um dos nossos mantras internos. Mas este é um ponto que o mercado já absorveu. Mas há outro: pela pesquisa, publicada em junho de 2025, o uso do vídeo pelas corporações está em viés de alta. Isso mesmo, segurem-se porque vai aumentar a produção!

Mas parando de “furar” o texto em que resumimos os resultados do estudo, o que nos interessa neste momento é esta citação do blog do Vimeo ao lançar os resultados do estudo:

“O vídeo se tornou a força vital das empresas modernas, alimentando tudo, desde comunicações internas até experiências do cliente. Isso desencadeou uma onda de conteúdo, deixando muitas empresas lutando para gerenciar suas crescentes bibliotecas de vídeos”.
Charlie Ungashick

Quem diz isso não é a “Com que vídeo eu vou?”, é o responsável pela pesquisa e CMO do Vimeo até dezembro do ano passado (a empresa passa por profunda reestruturação após ser vendida para um conglomerado italiano em novembro de 2025). Trazendo este estudo (que não contou com empresas do nosso país) para a realidade do brasileira, e como gestora da CQV, eu diria que estamos uns degraus abaixo ou uns passos antes. Não é sobre com quel plataforma eu vou? (uma das nossas editorias no HUB CQV), isso é consequência, não causa. É sobre ter estrutura e cultura em gestão audiovisual, antes mesmo de “eleger uma plataforma”.

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

Sem protocolos, governança e conhecimento dos códigos do universo de produção audiovisual, até mesmo a escolha desta ou daquela plataforma torna-se frágil. Segue a mesma lógica da construção de estúdios, aquisição de equipamentos e contratação de talentos sem formar uma Cultura Audiovisual interna que baliza as ações e otimiza recursos. Este movimento garante a sustentabilidade da produção (falamos disso aqui) e propicia ROI (Return On Investiment) mensurável e escalável a médio e longo prazos. Tudo isso porque, mais do que uma ferramenta, o audiovisual se tornou em uma estrutura organizacional crítica, que impulsiona diversas áreas internas e externas.

Transformamos sentimentos em insights, necessidades em projetos e problemas em soluções, com inteligência, pesquisa e expertise do mercado audiovisual aplicada a realidade brasileira.
Resumindo, ajudando a decidir: Com que vídeo eu vou?

Em nosso HUB de Conhecimento CQV seguiremos compartilhando conteúdos para desmistificar a produção de áudios e vídeos por empresas, instituições, organizações e iniciativas que não tem a comunicação como negócio principal. Traduzindo o universo da produção audiovisual para grupos que usam esta ferramenta como ativo estratégico. O estudo do Vimeo nos ajuda a tangibilizar algo que temos “sentido” no mercado. Feeling (sentimento em inglês) pode até ser uma ferramenta de gestão, que é mais assertiva se for baseada em dados.

Obrigada, Vimeo, por compartilhar essa visão conosco. E se você enxergou essa situação na sua empresa, nós podemos ajudar a criar uma Cultura Audiovisual Interna, com práticas de governança que maximizam recursos para otimizar o ROI. Dar o primeiro passo para mudar essa realidade é simples:

¹ O Vimeo é uma plataforma de hospedagem de vídeos. Nasceu um ano antes do seu “primo” YouTube (quer saber mais dessa história dos “quase separados no nascimento”, clique aqui)

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