Quanto mais vídeos, melhor?
Estudo internacional revela números sobre o uso do audiovisual por corporações de seis países
POSICIONAMENTO E MERCADOPROCESSOS E MÉTODOSESTRATÉGIA E GOVERNANÇATECNOLOGIA E INOVAÇÃO


Em um salto quântico, organizações passaram do vídeo institucional anual para uma “linha” produção acelerada pela necessidade e impulsionada pelo acesso tecnológico. Essa afirmação soa um pouco exagerada,
Ainda no aspecto geral do uso de vídeos, 65% relatam o aumento da produção nos dois anos anteriores e 73% esperam que esse volume continue crescendo nos próximos três anos. Mas nem tudo é notícia boa:
Boa parte essa produção enfrenta a fragmentação tecnológica e suas consequências. Apenas 5% das organizações usam uma única plataforma de vídeo; 42% utilizam de duas a três e 40 de quatro a cinco. Nas organizações maiores, a média chega a cinco plataformas. Essa multiplicidade de ferramentas leva a duplicação de esforços, fluxos desconectados, dificuldade de padronização, aumento de custos e problemas de segurança e conformidade. 63% dos participantes apontou preocupações com privacidade, e 57 com compliance.
Obviamente o trecho acima da pesquisa é a empresa Vimeo que é uma plataforma puxando uma sardinha pro seu lado. E isso é do jogo. Ninguém investe em pesquisa sem um objetivo. Ou é uma empresa que vende os resultados, ou que quer tracionar vendas com ele. Mas o interessante é que o estudo demonstra uma realidade que poderia até então ser percebida, mas não era medida .
Outro resultado importante é a transformação do vídeo também em fonte de dados. Para 98% dos entrevistados, os dados e insights extraídos de vídeos têm valor para a tomada de decisão. Mas também revelam dificuldade em extraí-los e interpretá-los adequadamente. Para os próximos anos, as empresas pesquisadas indicam iniciativas como ampliar a capacidade de equipes internas para produzir vídeo, automatizar fluxos de produção e distribuição, desenvolver experiências interativas, adotar análises de vídeo com IA, consolidar plataformas e ampliar armazenamento em nuvem.
Resumindo, o relatório 2025 State of Video at Work, da Vimeo descreve uma expansão acelerada e descentralizada do vídeo nas grandes organizações, acompanhada por uma defasagem entre crescimento da produção e capacidade operacional coordenada. Existe necessidade, oportunidade para a criação de mecanismos de gestão como a Cultura Audiovisual Própria para construir uma produção audiovisual ecomicamente sustentável.
Arte desenvolvida pela CQV com dados do estudo State of Video at Work, Vimeo/Global Surveyz
E apenas 43% dizem possuir uma estratégia de vídeo clara, bem comunicada e aplicada de maneira consistente em toda a organização. Outros 46% afirmam possuir uma estratégia que é aplicada de forma inconsistente e 11% ainda estão desenvolvendo uma estratégia formal.




Arte desenvolvida pela CQV com dados do estudo State of Video at Work, Vimeo/Global Surveyz
Arte desenvolvida pela CQV com dados do estudo State of Video at Work, Vimeo/Global Surveyz
mas ela é um resumo um pouco sarcástico dos dados revelados pela pesquisa State of Video at Work, Vimeo/Global Surveyz. O número ao lado resume vem este volume.
O 2025 State of Video at Work, da Vimeo, foi produzido a partir de uma pesquisa realizada em março e abril de 2025 em parceria com a Global Surveyz, empresa independente de pesquisa. Foram ouvidas 1.000 pessoas em cargos seniores, entre diretores, vice presidentes e responsáveis por áreas como Marketing, Recursos Humanos, Treinamento e Desenvolvimento, Comunicação Interna e TI, todas em organizações com mais de 500 funcionários e faturamento anual superior a US$ 50 milhões. A amostra abrange Estados Unidos, Europa e Ásia Pacífico e setores como varejo, serviços financeiros, seguros, tecnologia, software e saúde
Os número demonstram que o vídeo deixou de ser uma atividade concentrada em áreas especializadas e passou a fazer parte do cotidiano de diferentes departamentos. Provocados a responder em quais áreas queriam mais mais vídeos 61% citou marketing 57% indicou comunicação interna, 51% escolheu treinamento e desenvolvimento, 47% querem usar mais vídeo no atendimento ao cliente, e 45% em Recursos Humanos. Ou seja, claramente se tornou uma competência organizacional.
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