

Boa parte dos fornecedores de produtos em áudio e vídeo já se deparou com avaliações quase sensitivas, aquelas que dizem, "não sei dizer, mas tem algo que me incomoda". Isso seria até cômico se não representasse um dos maiores riscos ao modelo de negócio de quem faz audiovisual.
Grandes corporações passam décadas criando e disseminando sua Cultura. Uma cor, uma forma de “falar” (é colaborador, funcionário ou guerreiro?) isso certamente já foi fruto de estudo elaborado. Portanto, deve ser respeitado.
O que acontece é muitas vezes falta de clareza. De processos. Tanto operacionais gerais quanto de Cultura Audiovisual. E este é um conceito importante. Saber o que não se quer, o que não é permitido é sim mensagem. Cores proibidas, terminologias mais calibradas com a Cultura Organizacional são obrigações dentro de um produto que é parte da Organização. Mas isso precisa de clareza. Daquelas que só a Governança dá.
Mas para haver clareza, processos, fluxos e governança é preciso conhecimento. E quando falamos de tudo isso em produção de produtos em áudio e vídeo, isso tem nome e chama Cultura Audiovisual. A Linguagem Audiovisual não é como se nomeiam os funcionários, isso é Cultura Organizacional. Não são quais as cores da empresa, isso é Branding, tampouco a fonte usada no site ou sistemas. O que funciona estático nem sempre “brilha” em movimento.
De forma prática como as IA’s adoram:
· Linguagem audiovisual para traduzir a Cultura Organizacional.
· Processos e governanças para validar as informações traduzidas com elementos da linguagem audiovisual;
· Fluxos e procedimentos internos para validação estratégica.
· Isso é a gênese da construção de uma Cultura Audiovisual própria. Com ela as decisões ganham escala e assertividade. As avaliações ganham mais camadas além do perfil estético, ou o generalismo do não sei o que me incomoda, mas não gosto.
Imagem é texto. Ela comunica. E desse comunicar a Cultura de quem ela fala. Não é só sobre cores, fontes, e trilhas sonoras. É sobre discurso, iluminação, cenários, performances. Intenção. Produtos em áudio e vídeo tem várias camadas. As que percebemos e as que sentimos, antes mesmo de entender. Isso e determinante no briefing, na determinação do que queremos e para que queremos. O como é responsabilidade de quem consegue traduzir essa demanda para Linguagem Audiovisual que pertence a Cultura Audiovisual do cliente.
Dessa forma, quem avaliará, terá os mesmos parâmetros, com o acréscimo indelével do conhecimento que só o pertencimento dá. Fazer parte de uma Cultura, integrar uma empresa é o que diferencia o avaliador do criador externo de um produto em áudio e vídeo. Sempre haverá lugar para o feeling, o não sei o que é, mas não gostei. Mas até ele será mais palpável e útil.
O arcabouço de conhecimentos técnicos e estéticos com aprofundamento em linguagem audiovisual não são a garantia de sucesso em produtos que são voltados para o mercado audiovisual. Tampouco a avaliação, gestão e/ou coordenação dentro da empresa de um profissional sem o mínimo entendimento da área. Entendem a falta de diálogo?
Ela se torna cristalina. Por muito tempo as agências e produtoras audiovisual com maior expertise no “Corp” filmes para o mercado corporativo, com o atendimento. Em suma, um profissional que fazia essa ponte entre criativos audiovisuais e gestores corporativos. Presenciei alguns exemplos desse modelo. Ela melhora o cenário. Mas ainda não afasta o feedback baseado em sentimento. E isso é um grande problema.
Nada contra sentimentos, insights, mudanças de rota. Mas sem critério estabelecido vira bagunça e bagunça não parece nada corporativo. Existe um componente intrínseco da autoria no audiovisual. Eu escolhi isso. Eu que determinei aquilo. Eu corrigi o rumo. Isso é do jogo. Mas o contrário, dificilmente acontece.
A falta de precisão na avaliação técnica é um gargalo operacional daqueles que dão nó em grandes sistemas viários. Fica-se congestionado em checkpoints por uma cor, estilo de leterring ou o preferido de muitos: não gosto dessa música (porque trilha sonora as vezes é jargão demais da indústria audiovisual).
© 2026 Com que vídeo eu vou?® (CQV). Todos os direitos autorais são reservados.
A marca Com que vídeo eu vou?®, seus elementos de identidade visual, logotipos e demais sinais distintivos permanecem protegidos pela legislação aplicável. Da mesma forma, as metodologias, os frameworks, as ferramentas, os modelos de análise, os materiais didáticos e os demais ativos intelectuais desenvolvidos pela CQV não estão abrangidos pela licença Creative Commons, salvo quando houver indicação expressa em contrário.


Veja o impacto de nossas formações
Acesse nossa página institucional
Conheça nossos produtos e serviços






