Não deixe o FOMO decidir: “Com que vídeo eu vou?
Sigla em inglês para Fear of Missing Out, na língua portuguesa significa "medo perder algo importante” gera ansiedade e pode atrapalhar decisões estratégicas.
ESTRATÉGIA E GOVERNANÇA*POSICIONAMENTO E MERCADO
Juntar FOMO e produção audiovisual parece uma forçação de barra danada. Sim, parece. Mas não é. Pensemos na lógica do conceito. Criado em 2004 pelo estrategista de marketing Patrick J. McGinnis, em um artigo bem-humorado onde satirizava seus colegas na Harvard Business School, por quererem participar de tudo e não perder nada. Cerca de uma década depois os feeds deixaram o conceito mais aderente à sociedade e hoje é quase um sintoma global.
Se pensarmos em nós mesmos, é realmente angustiante a necessidade de estar “sintonizado” ou “a par” das últimas tendências. Isso não é só cansativo como leva ao esgotamento mental.


Na esteira dessa corrida sem fim (igual uma esteira onde corremos no mesmo lugar) tentar saber tudo que acontece pode ter o efeito contrário. Querer estar sempre no hype pode levar a comunicação a lugar algum. Ou pior, ao nada. Quando fechamos o foco em comunicação audiovisual, esse quadro fica mais preocupante. Deixar o medo de estar perdendo algo (FOMO) adentrar as decisões estratégicas em produção audiovisual como estrutura organizacional crítica dentro de uma empresa que não seja da indústria audiovisual, além de desperdício de recursos é um erro estratégico que custa mais do que dinheiro. Custa reputação.
Na esteira dessa corrida sem fim (igual uma esteira onde corremos no mesmo lugar) tentar saber tudo que acontece pode ter o efeito contrário. Querer estar sempre no hype pode levar a comunicação a lugar algum. Ou pior, ao nada. Quando fechamos o foco em comunicação audiovisual, esse quadro fica mais preocupante. Deixar o medo de estar perdendo algo (FOMO) adentrar as decisões estratégicas em produção audiovisual como estrutura organizacional crítica dentro de uma empresa que não seja da indústria audiovisual, além de desperdício de recursos é um erro estratégico que custa mais do que dinheiro. Custa reputação.
Imagem criada pela IA Adobe Firefly com prompt da CQV
A falta de uma Cultura Audiovisual Própria derivada da Cultura da Empresa e alinhada às práticas de governança de produção estabelecidas, relega ao achismo os parâmetros para tomada de decisão. Na ausência de estrutura, cria-se a brecha para o desespero e ele nunca foi ou será um bom conselheiro. Apostar em uma nova onde, moda, fazer porque todos estão fazendo, não é bom. É péssimo. Sempre repetimos que ninguém sabe o que é melhor para uma organização do que ela mesma. Sua Cultura manifesta a essência. Cultura Audiovisual de uma empresa, projeto, instituição é a manifestação desta identidade em áudio e vídeo. É saber o que se é e o que não se é. Que tipo de vídeo combina com minha identidade. Essa consciência de si (no caso da organização) blinda a tomada de decisão da sensação de estar perdendo algo.
Quem sabe que é, o que quer e onde quer ir; tem mais segurança para entender que não se pode (nem deve) embarcar em todas os trens, ou ondas. Estabelecer método é criar governança. Definir parâmetros próprios delimita as opções, mas não as restringe. A vida é movimento. O ambiente digital é frenético. O meio-termo entre FOMO e análise criteriosa o caminho para decisões conscientes e assertivas. Sem critérios estabelecidos, identidade forte e processos alinhados não chegamos a lugar algum de forma consciente. Aí sim, devemos ter medo de perder algo: o rumo.
FOMO é a sigla em inglês para Fear of Missing Out, que significa "medo de ficar de fora" ou "medo de perder algo importante"
Notas


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