Já deu match: vídeos para o trabalho

O encaixe milimétrico de audiovisual e negócios que abre a escotilha do crescimento

Jotass

8/15/20264 min ler

Há um grupo de competências complementares para usar o audiovisual como ativo organizacional transversal. Como vimos na pesquisa xxxxx do vídeo (que você pode ler nossa análise aqui) as empresas usam o vídeo em diversas áreas internas. Esta ampliação do audiovisual como ferramenta estratégica é definitiva e caminha de encontro ao mercado (veja aqui). Todavia, existem camadas neste empreendimento.

Produtos em áudio e vídeo têm várias camadas. As que percebemos e as que sentimos, antes mesmo de entender. Isso é determinante no briefing, na determinação do que queremos e para que queremos. O como é responsabilidade de quem consegue traduzir essa demanda para linguagem audiovisual aplicada à Cultura Audiovisual Própria do cliente. Imagem é texto. Ela comunica. E deve comunicar a Cultura de quem ela fala. Não é só sobre cores, fontes, e trilhas sonoras. É sobre discurso, iluminação, cenários, performances. Intenção.

Dessa forma, quem avaliará o produto audiovisual terá os mesmos parâmetros, com o acréscimo indelével do conhecimento que só o pertencimento dá. Fazer parte de uma cultura, integrar uma empresa, organização ou uma iniciativa cultural é o que diferencia o avaliador do criador externo de um produto em áudio e vídeo. Sempre haverá lugar para o feeling, o não sei o que é, mas não gostei. Mas até ele será mais palpável e útil.

O arcabouço de conhecimentos técnicos e estéticos com aprofundamento em linguagem audiovisual não é a garantia de sucesso em produtos que são voltados para o mercado audiovisual. Tampouco a avaliação, gestão e/ou coordenação dentro da empresa de um profissional sem o mínimo entendimento da área. Entendem a falta de diálogo?

Ela se torna cristalina. Por muito tempo as agências e produtoras audiovisuais com maior expertise em filmes para o mercado corporativo tinham uma área de atendimento. Em suma, profissionais que faziam essa ponte entre criativos audiovisuais e gestores corporativos. Esse modelo melhora o cenário, mas ainda não afasta o feedback baseado em sentimento. E isso é um grande problema.

Nada contra sentimentos, insights, mudanças de rota. Mas uma avaliação baseada em Cultura Audiovisual Própria, que obedeça a métodos e rotinas estabelecidas de forma clara em uma governança estruturada, evita que o achismo contamine o processo. Com objetividade se ganha em criatividade. Metodologia libera a criação da necessidade de decifrar o mistério do gosto.

A produção audiovisual é imensa. Tem singularidades de acordo com o nicho que pertence e é um mercado em amadurecimento. Do filme multimilionário lançado globalmente ao vídeo caseiro tudo é audiovisual. Errado? Tecnicamente não, em minha opinião sistemicamente sim. No meio científico existe o termo reclivagem, ou seja, a divisão de algo que se tornou grande demais para ser visto como um todo com métricas e parâmetros que permitam uma análise produtiva. Na minha opinião é o mercado audiovisual na atualidade.

E o inverso também existe: criativos do áudio e vídeo não conseguem tangibilizar dúvidas sobre a própria empresa ou absorver aspectos relevantes da cultura organizacional.

Grandes corporações passam décadas criando e disseminando sua cultura. Uma cor, uma forma de “falar” (é colaborador, funcionário ou guerreiro?) isso certamente já foi fruto de estudo elaborado. Portanto, deve ser respeitado.

O que acontece muitas vezes é falta de clareza. De processos, tanto operacionais gerais quanto de cultura audiovisual. E este é um conceito importante: saber o que não se quer, o que não é permitido, é, sim, mensagem. Cores proibidas, terminologias mais calibradas com a Cultura Organizacional são obrigações dentro de um produto que é parte da organização. Mas isso precisa de clareza. Daquelas que só a governança dá.

Para criar processos, fluxos e governança é preciso conhecimento. E quando falamos de tudo isso relativo à produção de produtos em áudio e vídeo, isso tem nome e se chama cultura audiovisual. A linguagem audiovisual não é como se nomeiam os funcionários. Isso é cultura organizacional. Nem as cores da empresa, isso é branding, tampouco a fonte usada no site ou sistemas. O que funciona estático nem sempre “brilha” em movimento.

De forma prática como as IAs adoram:

  • Linguagem audiovisual para traduzir a cultura organizacional;

  • Processos e governanças para validar as informações traduzidas com elementos da linguagem audiovisual;

  • Fluxos e procedimentos internos para validação estratégica;

Isso é a gênese da construção de uma Cultura Audiovisual Própria. Com ela as decisões têm escala e assertividade. As avaliações ganham mais camadas além do perfil estético, ou o generalismo do não sei o que me incomoda, mas não gosto.

GIF: Hello Kitty © Sanrio Co., Ltd. | Fonte: Infogram / GIPHY

Assine a

Continue no

MAIS CONTEÚDOS SOBRE ESTE TEMA

Acreditamos que o conhecimento cresce quando circula de forma ética e responsável.

Este conteúdo integra o HUB de Conhecimento Com que vídeo eu vou?® (CQV) e está protegido por direitos autorais (Copyright © Com que vídeo eu vou?®). Os textos do Hub são disponibilizados sob a licença Creative Commons Atribuição–Não Comercial–Sem Derivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0). Você pode compartilhá-los livremente para fins não comerciais, desde que preserve sua integridade, mantenha os créditos e cite a fonte. A marca Com que vídeo eu vou?® (CQV), seu logotipo, identidade visual, metodologia e demais elementos institucionais não são abrangidos por essa licença e permanecem protegidos pela legislação de propriedade intelectual. Antes de reutilizar este conteúdo, consulte nossos Termos de Uso.

© 2026 Com que vídeo eu vou?® (CQV). Todos os direitos autorais são reservados.

A marca Com que vídeo eu vou?®, seus elementos de identidade visual, logotipos e demais sinais distintivos permanecem protegidos pela legislação aplicável. Da mesma forma, as metodologias, os frameworks, as ferramentas, os modelos de análise, os materiais didáticos e os demais ativos intelectuais desenvolvidos pela CQV não estão abrangidos pela licença Creative Commons, salvo quando houver indicação expressa em contrário.

Marca Com que vídeo eu vou?: borboleta laranja com objetiva central e pergunta em círculo.Marca Com que vídeo eu vou?: borboleta laranja com objetiva central e pergunta em círculo.

Veja o impacto de nossas formações

Acesse nossa página institucional

Conheça nossos produtos e serviços